CRISTIANA de BARCELLOS PASSINATO (1973)
Botafogo, Rio de Janeiro (Brasil).


Cris Passinato, por ella misma:

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     " Escrevo desde os 7 anos, na realidade, mas organizo e desenhava junto aos meus textos mais intensamente desde os 8.

     Só nesse ano de 2002 vim a saber que algumas poesias minhas estavam circulando na net e 2 delas com autorias trocadas e feliz ou infelizmente confundidas por Charles Chaplin, são elas: Preciso de Alguém e Ei! Sorria... (essa originalmente escrita como Sorria, mas como foi muito difundida assim resolvi manter como foi mais aceita).

     Alguns amigos me ajudaram nessa esclarecimento e luta, mas não foi suficiente, terei que fazer um trabalho de resgate, revisão, registro e publicação de minha obra.

     SeIsso tudo para mim foi bom, pois amadureci e agora me sinto preparada para todo esse processo.

     Infelizmente, o incentivo foi pouco e as dificuldades muitas e ainda não pude ir a Biblioteca Nacional com meus textos, que só em sua primeira parte foram revisados e hj penso em redigitá-los em um arquivo só e repaginando, reestruturando na forma de um livro para ser registrada como minha obra inteira, assim, revisado e catalogadinho ainda mandarei para uma editora daqui do Rio de Janeiro com a qual mantenho contato para sua publicação.

     Tenho mais projetos, mas por enquanto, até meu sitezinho pequeno e bem amador anda sendo impossível de vir a atualizar pelo meu ritmo de vida.

     Aliás, perdi de vez minha senha do Poesias da Cris, sendo necessário fazer meu registro num outro domínio público, que farei o Poesias da Cris - 2003, mas decidirei se será em Geocities ou em Kit.net...
Aceito sugestões... "
 

© Cris Passinato

 

UNA BREVE LEMBRANÇA (2004)

 
 
 
Uma breve lembrança:

Para Mateu, In memorian

 
 
Engraçada essa sensação que sinto que meu passado ainda não passou e que
ele vive a cada suspiro, e cada música, canto de minha casa, sala, quarto, cozinha.
São mesclados sonhos, cheiros, gostos, sons, sentimentos de saudosismo que
parece pieguice, mas é a mais profunda melancolia de ver o que se transformou o meu mundo.
Meu mundinho que não passa das paredes de meu quarto.
Ele foi se estreitando, se delimitando, pois não cabe mais tanta coisa.
Muitos livros, CD´s, uma parafernália de computação e eletrônicos, enfim,
tanta tecnologia e nostalgia, que me fazem chorar de saudade dos meus tempos
de gravador de mão e da vitrolinha que tocava com o auto-falante o disquinho
de vinil "single" das Patotinhas patinando na capa e vendo a Eliana ainda
adolescente com cara de menina boba e não aquela apresentadora que parece
uma Barbie, que também surgiu nessa época e foi sensação, sim porque antes
dessa, eu tive várias Susies, alguém se lembra?
Li outro dia um e-mail sobre lembrar de determinadas coisas, e com as
fotos, nossa foi um chororô desgramado...
Isso porque vocês não podem nem imaginar, vocês não tem a menor noção de
minhas brincadeiras na escola, e os problemas que atravessava de adaptação e
dos colegas me entenderem...
Eu peguei do bambolê, elástico, iô-iô da coca-cola, aquelas coleções de
garrafinhas de coca pequeninas, estava lançando a Sprite, meu Deus, como o
tempo passou. Gostava muito do Genius, tinha pavor de uma mão verde do Hulk,
alguém se lembra dele? E um gancho vermelho.
E os jogos da Grow?
Nossa, aqueles play mobil e casinhas de madeira que montava e fazia uma
cidade, porque ainda não havia chegado o Lego na minha época.
Enfim, bebia no intervalo, no Recreio mesmo das aulas, um Ola Ola, sabe
aquela mistura de todos os refrigerantes de máquina juntos e um misto ou cheese-burguer...
Jesus amado, como o tempo voa, ainda ontem eu saia para as festas de 15 anos.
Ainda ontem, eu dei o primeiro beijo que odiei...
Ainda ontem, passei no vestibular, e não é que até hoje estou lá na
faculdade presa no passado que queria que passasse, mas esse teima em não sair de minha vida.
Meu Jesus, olha aqui a minha coleção de papéis de carta!
Não, não é a do computador não, é aquela das pastas e pastas e as figurinhas, olha?
Figurinhas de álbum Sarah Key, uma espécie de Ane Geddes da época só que
de desenhinhos bonitinhos, tipo fofolete, sabe?
E o Amar É... Aqueles bonequinhos peladinhos com frases lindas de amor,
que nem auto-colantes eram, que engraçado lembrar disso?
Meninos, e quando começaram a fazer xerox? Foi um advento para mim
comparado na época ao computador, sabe... Porque peguei o mimeógrafo e os
carbonos de mamãe me sujavam toda a mão e os jornaizinhos da quinta série,
eu rodei nele, no mimeógrafo da mamãe e bati na minha olivete portátil,
super moderna, que nem elétrica era.
Tinha que rir mesmo, eu nem sabia que iria fazer tudo assim num
instrumento que depois de tudo corrigidinho, e olha que nem sempre sai
perfeitinho, agente imprime, não é legal?
Pois é...
Delícia não é?
Pois então, com um passado tão doce, o que eu me prepararia no futuro?
Enganaram-me que tudo ia ser lindo, que eu ia dar certo e que tudo ia ser
florido e lindo em meus lindos e sorridentes dias.
Esqueceram-se de me mostrar e preparar pra esse mundo cão, que me engole
na primeira mordida para as grades de meu quarto que me prende nesse
passado que não me faz cair no chão...
 
 

 

Cris Passinato y Mateu

 
 

 
 
 
 

NÓS GATOS JÁ NASCEMOS POBRES ... (2004)

 
 
 
Nòs gatos já nascemos pobres...:
 
 
Saudades do tempo de criança,
Quando os filmes dos Trapalhões passavam.
Não essas superproduções de agora,
Mas o simples e bom filme de criança.
O tema preferido?
Saltimbancos Trapalhões...
Divino...
A Gatinha que cantava a musiquinha,
Sobre os gatos, nossa nada mais nada menos
Que uma linda voz e muito boa coreografia
Montadas por artistas e cantores de verdade.
Autores e letras de peso.
Foi com isso que cresci.
Sem dizer os nossos inesquecíveis especiais,
Que o Gente Inocente,
Nem chega perto de nem sequer plagiar.
Pois bem, lembro-me de uma cantora,
Iniciante,
Cantando sobre uma Gatinha,
Hoje cantora de renome.
Pois é,
Os gatos, já nasceram pobres?
Nada?
Eles são livres...
Li Um Gato que Pulava no Sapato,
Acho que da Ruth Rocha,
Meu primeiro livro e primeira emoção.
O gatinho lutava pela sua liberdade...
Ele era lindo,
Um mimo, mas queria estar no perigo,
Na luta...
Senhoras e senhores:
Os felinos nós não reconheceremos jamás.
São-nos surpreendentes...
Traiçoeiros?
Não, hora estão dengosos e felizes,
Lambendo suas barriguinhas,
Hora são arredios e ariscos
E até sensuais.
Gatinhos, gatinhos?
São tão bonitinhos...
Cuidado, meninos,
Somos, no fundo, todos meio gatinhos....
Miauuu....
 
 

 
 
 
 
 

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